Gustavo Costas, 56, não consegue separar o futebol de sua fé. Religiosamente, antes de cada partida do Guaraní (PAR), o técnico argentino prende sua medalhinha do Senhor dos Milagres bem ao lado do escudo do clube, em um ritual que já se repete há mais de 15 anos na carreira.

Nesta quarta-feira (12), às 21h30, em Itaquera, ele e sua equipe nem precisarão de um milagre para derrubar o Corinthians e seguir na Copa Libertadores.

Com a vitória por 1 a 0 em casa na partida de ida, o time paraguaio precisa apenas de um empate para se classificar à terceira fase do torneio. Nos três confrontos que já fizeram na história, todos pela competição, o Guaraní sempre venceu e nunca sofreu um gol sequer.

Ex-zagueiro, Costas iniciou em 1999 a carreira de técnico no clube de seu coração, o Racing (ARG), pelo qual atuou em 337 partidas. Até hoje, ele Ã© o atleta que mais vezes defendeu a equipe de Avellaneda.

De 2001 a 2003, assumiu pela primeira vez o Guaraní. Mas foi no Alianza Lima, do Peru, que o argentino iniciou sua relação com o Senhor dos Milagres, cuja imagem se encontra no altar maior do Santuário das Nazarenas, em Lima, e a quem são atribuídos diversos atos divinos que salvaram a cidade de terremotos e outras catástrofes.

“A torcida do clube [Alianza Lima] é muito devota. Há um dia em que todos os trabalhadores do clube participam da procissão por toda a cidade. Como homenagem, o clube muda durante o mês de outubro sua camiseta azul e branca pelo roxo, que é a cor do Senhor dos Milagres”, contou Costas, em entrevista à revista argentina El Gráfico, em 2015.

A passagem pelo futebol peruano marcou o pontapé inicial de uma peregrinação vitoriosa pela América do Sul, com títulos em quatro países do continente. Pelo Alianza Lima, conquistou duas ligas do Peru (2003 e 2004).

No Paraguai, em 2005, sagrou-se campeão nacional com o Cerro Porteño. O argentino também levantou uma taça no Equador, com o Barcelona de Guayaquil, em 2012, e na Colômbia, onde venceu dois Campeonatos Colombianos e uma Copa Suruga no comando do Independiente Santa Fe.

O único país da América do Sul no qual ele trabalhou e nunca foi campeão é justamente a Argentina, onde só comandou o Racing e, segundo o próprio treinador, em períodos difíceis do clube –que chegou a falir em 1999.

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