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Patrocinadores mantêm apoio bilionário à Olimpíada adiada

Os grandes patrocinadores dos Jogos Olímpicos de Tóquio decidiram manter seu apoio ao Comitê Olímpico Internacional (COI) depois que a Olimpíada foi adiada, e especialistas que conhecem bem seus contratos disseram que as empresas provavelmente não buscarão a devolução dos bilhões de dólares envolvidos.

Catorze grandes companhias internacionais, entre as quais Coca-Cola, Procter & Gamble e Intel, gastaram US$ 500 milhões neste ano e assinaram contratos plurianuais em valor de mais de US$ 4 bilhões que as designam como patrocinadores olímpicos de primeira linha, de acordo com o grupo de pesquisa Global Data.

Na terça-feira (24), a Olimpíada de Tóquio foi adiada para 2021, a primeira vez que isso acontece nos 124 anos de história moderna do evento, devido à pandemia do coronavírus.

Depois do anúncio, cinco dos maiores patrocinadores, Procter & Gamble, Intel, Airbnb, Coca-Cola e Samsung, reafirmaram seu compromisso com os Jogos. A Bridgestone buscará “soluções criativas” com relação a um possível adiamento, informou a empresa à Reuters antes do anúncio.

“Como mais antigo patrocinador dos Jogos Olímpicos, mantemos nosso compromisso de trabalhar com o COI e o Tocog (comitê organizador de Tóquio, na sigla em inglês) para criar um evento seguro e bem-sucedido”, anunciou um porta-voz da Coca-Cola.

A Samsung informou, em mensagem à Reuters, que “continuaremos a trabalhar em estreito contato com o COI e os organizadores dos Jogos a fim de garantir uma Olimpíada segura e memorável”.

A despeito do pesado custo financeiro para os patrocinadores, as companhias em geral se veem como parceiras de longo prazo do COI.

“Sem dúvida, o COI e o Japão estão trabalhando em estreito contato com aqueles 14 patrocinadores”, disse Jason Karlov, sócio do escritório de advocacia Barnes & Thornburg, que trabalhou em contratos de patrocínio anteriores do COI. “Eles estão ávidos por manter o movimento olímpico em atividade e prosperando.”

No entanto, mesmo que uma companhia desejasse a devolução do dinheiro de seu contrato de patrocínio olímpico, é improvável que o contrato com o COI permita que isso aconteça, de acordo com advogados familiarizados com eles.

Os dólares dos patrocínios são cruciais para as operações do COI, que é uma organização sem fins lucrativos bancada primordialmente pela venda de direitos televisivos e por contratos de patrocínio. As companhias em geral pagam uma parte do valor acordado assim que o contrato é assinado, e o valor restante é pago em prestações ao longo da duração do acordo.

Alguns contratos de patrocínio podem requerer que o COI ofereça compensação aos seus patrocinadores em caso de adiamento por um ano ou mais, disseram advogados consultados pela Reuters.

As compensações podem incluir merchandising, para os fabricantes de bens de consumo, vídeos promocionais ou eventos realizados durante a Olimpíada, disse Eric Bergner, advogado no escritório Manatt, Phelps & Phillips, de Nova York.

Mesmo com esses

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