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Primeira semana do Brasileiro expõe riscos da pandemia e gera preocupação

Após uma primeira rodada problemática nas três principais divisões do Campeonato Brasileiro, a segunda, no meio de semana, ocorreu com menos percalços na elite, mas com um adiamento de jogo pela Série B.

Na abertura da terceira rodada, a insegurança parece longe de desaparecer. O CSA, por exemplo, segue impossibilitado de atuar na segunda divisão. O técnico do Athletico, Dorival Júnior, também precisou entrar em isolamento após ter contraído Covid-19.

A Folha ouviu especialistas sobre quatro pontos que geraram debate nesta primeira semana a respeito da segurança sanitária para a realização do torneio. Eles questionam tanto se o futebol nacional poderia retornar com a pandemia do coronavírus ainda acelerada no país, quanto se os protocolos adotados garantem a segurança dos envolvidos nas partidas.

A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e os clubes trabalham para tentar consertar problemas que vieram à tona, o que ainda não garante tranquilidade para os envolvidos.

Regra dos dez dias

Os 14 dias de isolamento geralmente recomendados para quem contraiu a Covid-19 não são adotados pela CBF para definir quem pode entrar em campo. A confederação exige 10, que segundo estudos é o tempo que uma pessoa tem potencial de transmitir o vírus.

Segundo Carlos Starling, da Sociedade Brasileira de Infectologia, a norma é endossada pelo Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos.

“Ela basicamente mostra, e tem um forte respaldo científico, que pessoas após dez dias [sem sintoma] já não estão transmitindo o vírus, mesmo que testem positivo”, afirma. “Estão simplesmente eliminando fragmentos do vírus que não são infectantes. A probabilidade de transmissão é virtualmente zero.”

Foi com esse argumento que a CBF liberou quatro atletas do Atlético-GO para a partida contra o Flamengo, na última quarta (11), mesmo após diagnósticos de coronavírus.

Microbiologista e presidente do Instituto Questão de Ciência, Natalia Pasternak entende que o melhor seria, por segurança, aguardar um diagnóstico negativo.

“A janela de dez dias pode não ser adequada para todos os casos, e a negativação do vírus pode variar de pessoa a pessoa”, argumenta.

Treinos e contato com outras equipes

Segundo as regras atuais, quando um jogador tem teste positivo para coronavírus, ele deve ser afastado, mas os outros, que tiveram resultado negativo, seguem em atividade.

Marcio Bittencourt, médico do centro de pesquisa clínica e epidemiológica do hospital universitário da USP, entende que o protocolo está errado e não garante a segurança dos demais atletas do grupo, que treinam juntos.

“Uma vez que qualquer pessoa teste positivo, todos os contatos próximos nos últimos sete dias devem permanecer afastados pelo mesmo prazo”, afirma.

Segundo ele, a definição padrão de “contato próximo” são aqueles a menos de dois metros por 15 ou mais minutos, mas essa regra pode variar. Caso um desses outros atletas apresente sintomas ou tenha diagnóstico positivo durante isolamento, a contagem dos dias deve ser reiniciada.

O CSA, por exemplo.

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