Enquanto ninguém pode cravar que a Olimpíada de Tóquio, adiada por causa da pandemia de Covid-19, será mesmo realizada na metade do próximo ano, atletas e entidade esportivas tentam se afastar das incertezas e trabalhar com apenas um cenário em mente: o de que os Jogos terão, sim, início em 23 de julho de 2021.

Nesta segunda-feira (20), no Rio de Janeiro e em Portugal, dois passos importantes começarão a ser dados nesse sentido.

Na capital fluminense, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) reabrirá o seu centro de treinamento na Barra da Tijuca, fechado desde 18 de março, com no máximo 40 atletas simultaneamente na instalação. Eles terão que seguir o protocolo sanitário elaborado pela entidade. A prioridade será dada àqueles que já garantiram vaga para Tóquio ou estão próximos da classificação.

Do outro lado do Atlântico, os 72 representantes de seis modalidades (boxe, ginástica artística, ginástica rítmica, judô, nado artístico e natação) que integram a primeira leva da chamada “Missão Europa” do COB também começam a treinar (alguns iniciaram domingo), após desembarcarem em Portugal no sábado (18) e passarem por mais um teste de coronavírus —os primeiros, realizados ainda no Brasil, impediram pelo menos cinco atletas de viajar.

Para o diretor de esportes do COB, Jorge Bichara, além da preocupação técnica com profissionais de alto rendimento que não treinam em condições ideais há mais de quatro meses, a retomada da preparação tem o objetivo de fornecer um equilíbrio emocional para os brasileiros.

Nos últimos meses, eles viram muitos de seus concorrentes a possíveis medalhas voltarem a uma certa normalidade na rotina de preparação, enquanto, devido à situação do Brasil na pandemia (segundo país com mais mortes pela Covid), não podiam fazer o mesmo.

“Precisamos trabalhar para que o atleta brasileiro não se sinta em desvantagem. Nao apenas no quesito técnico, mas também psicológico. Estamos atrás de alguns países e precisamos retomar nossa condição de preparação para algo que é um objetivo de carreira e de vida. Passar para eles que o Brasil pode chegar aos Jogos em condição de igualdade”, afirma Bichara à Folha.

Segundo o diretor, muito se comenta no meio esportivo a respeito dos países que conseguiram “trancar” suas equipes para continuar treinando sem nenhuma paralisação significativa desde o início da pandemia. China, Rússia, alguns países europeus e africanos e até mesmo os Estados Unidos, nação mais afetada pelo coronavírus em números absolutos, tiveram em alguma medida sucesso nessa estratégia.

A base escolhida pelo comitê em Portugal é o complexo esportivo de Rio Maior (a 75 km de Lisboa), mas os participantes da missão também se espalharão por outras três subsedes: Cascais, Coimbra e Sangalhos. Até o fim do ano, a previsão é que mais de 200 atletas brasileiros de diferentes modalidades passem pela Europa, a um custo estimado pelo COB de até R$ 13,7 milhões.

O objetivo de desembolsar esse valor para treinar em outro país, segundo o comitê,

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