Depois de sua mais longa e inesperada pausa no esporte que um dia dominou, Serena Williams retornará às competições na semana que vem em um novo torneio, o Top Seed Open de Lexington, Kentucky.

O que essa parada teve de diferente é que o retorno de Williams ao tênis de primeiro nível acontecerá junto com o de todos os demais tenistas.

Os jogadores profissionais estavam em hiato porque a pandemia do coronavírus interrompeu os circuitos masculino e feminino no começo de março. A questão é como isso afetará as chances de Williams de vencer o Aberto dos Estados Unidos, torneio de Grand Slam que começa em 31 de agosto.

“Acredito que as chances dela são as mesmas que sempre foram desde o nascimento de sua filha”, disse Patrick Mouratoglou, o treinador da tenista, em entrevista por telefone da França, esta semana, antes de viajar a Kentucky. “Ela com certeza tem o nível necessário. Vencer ainda mais um Grand Slam continua a depender dela. Em minha opinião, a Covid-19 nada mudou, nesse departamento”.

Mouratoglou, que treina Williams desde 2012 e a ajudou vencer 10 de seus 23 títulos de Grand Slam na categoria simples, passou boa parte da parada causada pela pandemia em sua academia perto de Nice, França, dando início a uma liga de exibição, Ultimate Tennis Showdown, cujo objetivo principal é atrair fãs mais jovens, ainda não familiarizados com o tênis.

Mas ele ainda acredita na velha guarda, quando o assunto é o tênis feminino, e insiste, desde que Williams se tornou mãe, em 2017, em que ela continua dotada de tudo que é necessário, mesmo nesse estágio tardio de sua carreira, para conquistar seu 24º título Grand Slam e igualar o recorde de Margaret Court.

E a tenista chegou dolorosamente perto disso. Desde que retornou ao circuito, em 2018, depois de um parto complicado, ela chegou a quatro finais de Grand Slam –duas em Wimbledon e duas no Aberto dos Estados Unidos–, e perdeu todas elas sem vencer um set.

Depois da conquista de seu primeiro título pós-maternidade, em janeiro, em Auckland, Nova Zelândia, ela chegou ao Aberto da Austrália deste ano com ímpeto renovado, mas jogou uma das piores partidas de sua carreira em derrota na terceira rodada para Wang Qiang, a jogadora chinesa mais bem colocada no ranking, a quem Williams havia esmagado por 6-1 e 6-0 no Aberto dos Estados Unidos de 2019.

Surgiram dúvidas sobre a forma física de Williams e sua capacidade de encarar grandes jogos, antes da pandemia, e elas permanecem agora que ela está retornando, aos 38 anos, e com o Aberto dos Estados Unidos novamente na mira.

“Ela vem treinando bem”, disse Mouratoglou, que não vê Williams em pessoa desde março mas vem recebendo atualizações constantes sobre seus treinos. “Ela continua motivada, e acredito que estará pronta. A única coisa que falta são jogos, são adversárias do outro lado da rede, e nada serve para substituir a sensação de competição;

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