A palavra “protocolo” foi inserida no dicionário do futebol brasileiro por causa do coronavírus. CBF (Confederação Brasileira de Futebol), federações estaduais e clubes trabalham para montar uma série de regras vistas como essenciais para o retorno do esporte, interrompido desde a metade de março em razão da pandemia.

A intenção, porém, esbarra na realidade de um país que contabiliza centenas de mortes por Covid-19 a cada dia e não dá sinais de ter atingido o pico da transmissão da doença.

O período de férias dos jogadores da Série A do Campeonato Brasileiro se encerra oficialmente nesta quinta-feira (30), com retorno aos treinos previsto originalmente para sexta (1º). Mas a liberação para a volta das atividades não depende só do desejo de alguns clubes e federações, que fazem pressão principalmente pelo fato de acumularem perdas financeiras.

Uma volta controlada requer aval dos governos estaduais, responsáveis por determinar as políticas de controle da pandemia para cada região. As autoridades locais, por sua vez, também aguardam uma orientação mais clara sobre o tema por parte do Ministério da Saúde.

A autonomia que os estados têm para aplicar as medidas de contingência, como a flexibilização ou a rigidez do distanciamento social, dificulta a elaboração de um protocolo uniforme a ser seguido por equipes de diferentes cantos do país, plano imaginado pela CBF para a retomada do futebol brasileiro como um todo.

“O mais importante é que existam determinações que possam ser seguidas por todos os clubes”, afirma o médico Jorge Pagura, que lidera grupo de estudos para a elaboração de um protocolo nacional, a ser distribuído pela entidade nos próximos dias.

Apesar disso, federações como as de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul trabalham na montagem de regras locais para seus filiados, assim como os próprios clubes.

O que foi divulgado dos protocolos não difere muito de um estado para outro. Envolve treinos individuais ou em pequenos grupos, testes para verificar contágio, higienização e portões fechados em estádios e centros de treinamentos.

“O importante é que todos adotem o mesmo protocolo e ao mesmo tempo, para que não exista nenhuma lacuna”, diz Moisés Cohen, presidente da comissão médica da FPF (Federação Paulista de Futebol).

Na próxima segunda (4), ele deverá ter uma nova reunião com David Uip, coordenador do comitê de contingência para controle do coronavírus em São Paulo. A FPF deseja uma sinalização positiva do governo estadual de que a volta do futebol é viável. Sem isso, a situação se complica.

Dirigentes de clubes paulistas disseram à Folha que, a princípio, a ideia é que os jogadores se reapresentem das férias até 10 de maio, treinem por duas semanas e no final do mês o Campeonato Paulista, paralisado desde 16 de março, reinicie com portões fechados. A quarentena em São Paulo está vigente até pelo menos o dia 11 de maio.

Outro aspecto que pode dificultar o retorno aos treinos é a própria vontade dos jogadores,

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