O Brasil comemora nesta semana o centenário de suas conquistas olímpicas mais antigas. Nos Jogos de Antuérpia, o tenente Guilherme Paraense (1884-1968) foi o primeiro a atleta do país a receber uma medalha de ouro.

Em 3 de agosto de 1920, com uma arma emprestada pelos concorrentes norte-americanos, o paraense de nome e de origem triunfou na disputa do tiro de revólver. O militar, que deixaria o Exército brasileiro em 1941 como tenente-coronel, acertou o centro do alvo em sua última tentativa, o que lhe rendeu a vitória.

“Todos os brasileiros estão hoje com o coração repleto de jubilo por ter o Brasil conquistado o titulo de Campeão Mundial de Tiro de Revólver, por intermedio do distinto official do seu Exército, Tenente Guilherme Paraense, que conseguiu avantajar-se a todos os consagrados mestres do tiro, conhecidos no Universo”, relatou o Jornal do Brasil, que celebrou, em sua edição de 5 de agosto, “a brilhante figura do Brasil nas Olympiadas de Antuerpia”.

Essa brilhante figura, naquela que foi a primeira participação do país nos Jogos, não se resumiu à conquista de Paraense. Na véspera do ouro, o time brasileiro de tiro obteve uma medalha de prata na pistola livre individual, com Afrânio da Costa, e uma de bronze, na pistola livre por equipes, com Fernando Soledade, Sebastião Wolf e Dario Barbosa, além do próprio Afrânio e de Paraense.

Foi um resultado excepcional –o Brasil só voltaria a ganhar uma medalha no tiro na Olimpíada de 2016, quando Felipe Wu levou uma prata–, e ainda mais excepcional se levadas em conta as dificuldades enfrentadas na viagem. Não foi fácil chegar à Bélgica, um trajeto completado aos solavancos, com bastante desconforto.

Os percalços da viagem são retratados com bom humor no curta-metragem “Ouro, Prata, Bronze… E Chumbo!”, produzido e dirigido por José Roberto Torero em 2012. O filme exibe os vômitos do futuro campeão e os problemas de acomodação nos abafados dormitórios da terceira classe, o que fez os atletas optarem por dormir no refeitório.

“Olha, no Exército, a gente dorme mal, viu, mas isso aqui é bem pior. Sacode mais que burro manco. E eu não paro de enjoar. A gente até desistiu de dormir nas cabines e pediu para ficar aqui no bar mesmo. É mais ventilado, né?”, sorri a versão anedótica do medalhista de

 » Read More

No Comments
Comments to: Primeiro ouro olímpico do Brasil, com militar da ativa, completa cem anos

Trending Stories

Scope of Fashion Industry Fashion has consistently been recognised to push the limits. With new ideas and trends, fashion has a focus on the future. The fashion industry will see enormous innovation in the upcoming years as modern technology, and changing customer demands and trends will transform the industry. With such stimulation and competition, the […]
close

Log In

Or with username:

Forgot password?

Don't have an account? Register

Forgot password?

Enter your account data and we will send you a link to reset your password.

Your password reset link appears to be invalid or expired.

Log in

Privacy Policy

Add to Collection

No Collections

Here you'll find all collections you've created before.

Login