Os primeiros depoimentos dos jogadores e da diretoria do Atlético-MG sobre Jorge Sampaoli são de encantamento. Não pelo convívio, que quase não existe. Apesar de chegar todos os dias às 6h30 à Cidade do Galo, o contato é de bom dia e até logo. O encanto está nos treinos.

A surpresa é ver um treinador começar a montagem da equipe pelo ataque. O convencional é estruturar a linha de defesa, montar os sistemas de cobertura, organizar as conexões de passes no meio de campo e entregar a criatividade para o ataque.

O chavão do futebol moderno: “No último terço, o jogador resolve”. Até mesmo treinadores cultos e modernos, como Roger Machado, repetem esta frase.

Não resolve mais, porque não há mais espaço. É preciso ensaiar e montar as conexões, ultrapassagens e funções ofensivas de cada jogador. Sampaoli chegou em março ao Atlético lamentando ter de iniciar da estaca zero, quando todos já estavam no terceiro mês de trabalho.

Agora, começa da estaca zero com quase todos no mesmo ponto. A exceção é o Flamengo. Como Sampaoli, Jorge Jesus começa a montagem de sua equipe pelo ataque. Mostra as conexões, as funções de cada um, os deslocamentos prováveis.

Esse será também o caso de Eduardo Coudet, e assim chegamos aos três estrangeiros notáveis do futebol brasileiro.

Seria cru e cruel dizer que isso acontece porque não nasceram no Brasil. Jesualdo Ferreira monta seu time de maneira mais convencional. Ricardo Gareca, Paulo Bento, Daniel Passarella, Diego Aguirre, Jorge Fossatti, também estrangeiros que passaram pelo Brasil, começavam por fechar a casinha, expressão que precisa desaparecer da cultura tática do país.

Diego Simeone, até mesmo José Mourinho, estruturam a defesa e depois fazem o ataque. Há, sim, uma questão cultural, mas a diferença de Jorge Jesus, Sampaoli e Coudet não é terem nascido fora do Brasil. É pensarem fora da casinha.

Na década de 1990, Vanderlei Luxemburgo preferia os volantes que “não sujassem a bunda no chão” — era assim que dizia. Os depoimentos de Zico sobre como Cláudio Coutinho treinava

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