A Uefa anunciou no último dia 17 uma decisão que seria inevitável. A Eurocopa de 2020, que celebraria os 60 anos da competição, precisou ser adiada para 2021 em razão da pandemia do coronavírus que paralisou não só o futebol, mas todo o esporte mundial.

Com o adiamento, o torneio europeu de seleções sofreu uma interrupção inédita em sua estável trajetória construída desde a primeira edição, em 1960.

Apesar de adiada pela primeira vez em sua história, a Eurocopa já precisou passar por uma intervenção da Uefa em razão de fatores externos que mexeram com o curso natural da competição.

Em 1992, a entidade que comanda o futebol europeu expulsou por questões políticas uma seleção que estava classificada, a antiga Iugoslávia, e convidou outra que estava fora. Segunda colocada nas eliminatórias no grupo vencido pelos iugoslavos, a Dinamarca entrou de supetão na disputa e terminou como campeã.

No início da década de 1990, as declarações de independência de Croácia e Bósnia-Herzegovina implodiram o bloco iugoslavo, que tinha o poder estava concentrado em Belgrado, na Sérvia. A partir dos movimentos separatistas, os sérvios entraram em conflito com os vizinhos. A guerra com os bósnios durou de 1992 a 1995.

A ONU (Organização das Nações Unidas), por meio de seu Conselho de Segurança, começou a impor sanções comerciais à Iugoslávia, a essa altura reduzida basicamente a Sérvia e Montenegro.

Faltando uma semana para o início da competição, a entidade decidiu excluir a Iugoslávia da Euro. Os jogadores e a comissão técnica da seleção balcânica já se encontravam na Suécia, onde aconteceria o torneio.

“Eu estava a ponto de reformar a minha cozinha quando nos chamaram para jogar na Suécia”, afirmou o técnico da Dinamarca, Richard Møller-Nielsen, ao jornalista Simon Kuper no livro “Football Against The Enemy” (Futebol Contra o Inimigo).

A verdade é que Møller-Nielsen, mesmo com questões domiciliares pendentes, já contava com a possibilidade da expulsão da Iugoslávia e seguiu observando jogos de possíveis adversários.

Sem ter conseguido a vaga nas eliminatórias, o treinador estava com o cargo ameaçado. Entre outras coisas, por causa das críticas da imprensa e do público pela forma como a equipe atuava, praticando um jogo pragmático e defensivo.

Essa abordagem de Møller-Nielsen teve como consequência a recusa do craque Michael Laudrup em ser convocado. Ele voltaria ao time em 1993.

Na estreia contra a Inglaterra, empate sem gols. O confronto seguinte, diante da Suécia, que chegaria à semifinal do Mundial em 1994, terminou com vitória dos anfitriões por 1 a 0.

As campanhas vacilantes de França e da Inglaterra no grupo deixaram os dinamarqueses com chance de classificação na última rodada. Precisariam vencer os franceses e torcer por tropeço britânico diante da Suécia.

Para o duelo contra a França treinada por Michel Platini, o técnico Richard Møller-Nielsen não pôde contar com o meio-campista Kim Vilfort. Considerado o melhor jogador dinamarquês em 1991,

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