Registros de depósitos bancários em posse do Ministério Público mostram que uma empresa que tem Cinira Maturana, ex-namorada do ex-presidente do São Paulo Carlos Miguel Aidar, como dona recebeu cerca de R$ 1 milhão da companhia de material esportivo Under Armour.

O órgão ressalta em sua investigação que Maturana atuou na intermediação do negócio entre a Under Armour e o clube, em 2015. O assunto foi abordado diversas vezes em reuniões internas da agremiação, principalmente em acusações da oposição tricolor, que nunca comprovou o fato.

Em reunião com membros do Conselho Deliberativo, em outubro de 2015, o ex-vice-presidente Ataíde Gil Guerreiro apresentou documentos que sugeriam que a então namorada de Aidar recebeu comissão relativa à assinatura do contrato.

De acordo com a documentação exibida aos conselheiros do São Paulo na época, Maturana teria recebido R$ 6 milhões, em parcelas semestrais de R$ 500 mil, por meio de sua empresa, a TML Foco, que tem sede no Rio de Janeiro.

A comissão nunca foi confirmada, apesar de Aidar ter dito, no fim de 2014, que assinou contrato com sua então namorada dando participação a ela nos negócios que conseguisse levar ao clube â€”oficialmente, isso nunca ocorreu.

Os documentos aos quais a Folha teve acesso mostram dois depósitos que condizem com a suspeita. Eles são de janeiro e julho de 2016, no valor de R$ 469.250,00 cada um.

A quebra de sigilo das empresas e contas de Cinira e Aidar compreendeu 17 meses, o que poderia explicar a existência de duas parcelas semestrais.

O acordo entre a Under Armour e o São Paulo foi polêmico desde o começo, quando a Folha revelou que uma empresa com sede em Hong Kong, chamada Far East, receberia R$ 18 milhões do clube por comissão.

A agremiação não explicou como se deu essa negociação nem disse qual foi o trabalho realizado pela Far East. O contrato acabou cancelado, mas a comissão de Cinira nunca foi esclarecida.

A reportagem tenta contato com Cinira desde a semana passada pelo número de celular fornecido por pessoas que a conhecem e pelo telefone cadastrado por sua empresa na Receita Federal, mas não obteve sucesso.

O ex-presidente do São Paulo disse que não está se pronunciando sobre o assunto e que of

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