A retirada da candidatura brasileira para sediar a Copa do Mundo feminina de 2023, anunciada pela CBF na segunda-feira (8), surpreendeu profissionais envolvidos com a modalidade.

De acordo com lideranças do futebol feminino ouvidas pela Folha, a realização de um Mundial em casa seria um passo importante para a continuidade do desenvolvimento da prática entre as brasileiras.

“Acredito que um dos efeitos positivos seria impactar e acelerar a massificação da prática do futebol entre meninas e mulheres”, afirma a coordenadora do departamento de futebol feminino da Federação Paulista de Futebol, Aline Pellegrino.

A dirigente também acredita que uma Copa do Mundo no país seria importante para desconstruir a cultura machista que ainda enxerga a prática do futebol, especialmente na infância, como um esporte majoritariamente masculino, o que impede muitas meninas de iniciarem cedo o contato com a bola.

Sediar um evento desse porte também chama a atenção das marcas. No ano passado, em que foi realizada a Copa na França, empresas como a Nike e O Boticário realizaram ações de patrocínio específicas com a seleção. O Guaraná Antarctica veiculou um comercial no qual convocava outros anunciantes a também investir na equipe nacional.

“Seria importante por ter um engajamento maior da imprensa, das marcas, seria uma possibilidade muito grande para a modalidade”, diz Cristiane, 35, atacante do Santos e artilheira do Brasil no último Mundial com quatro gols.

Apesar da retirada da candidatura, Aline Pellegrino não crê que isso brecará o processo de crescimento da modalidade, que soma algumas experiências positivas principalmente de 2019 para cá, com o Mundial da França transmitido na TV aberta e o amadurecimento de torneios nacionais femininos, como as séries A e B do Campeonato Brasileiro.

“O desenvolvimento do futebol feminino é algo que não irá retroceder, pois é uma diretriz muito forte da Fifa, com um plano de longo prazo muito bem elaborado e com objetivos bem definidos. Já vimos resultados no ano passado, com a Copa do Mundo da França, e vamos ver na Copa de 2023, independentemente de onde seja”, diz a coordenadora da FPF.

Para as atletas, disputar um Mundial em casa representaria a realização de um sonho, assim como um incentivo para as mais veteranas, que poderiam esticar um pouco mais a carreira a fim de brigar por uma vaga na próxima edição da competição.

Medalhista olímpica com a seleção brasileira e presente em quatro Olimpíadas, a veterana Rosana, 37, meio-campista do Palmeiras, lamenta a queda da candidatura, mas é otimista quanto aos próximos passos do futebol feminino no Brasil.

Para ela, a disputa dos Jogos de Tóquio, em 2021, manterá a CBF comprometida com os investimentos e o desenvolvimento da modalidade.

“O futebol feminino no mundo inteiro está em a

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